Após uma separação muito pública com marido e chefe da Sony Music, Tommy Mottola, MARIAH CAREY começa um novo, se incerto, futuro com o lançamento de 'Butterfly'.
Bem-vindo à recente vida de solteira de Mariah Carey. É livre e confusa, divertida e forte. E nunca pára de se mover. Em um estúdio de foto de Manhattan no final de agosto, Carey se divide entre poses para fotos e tratar do pré-lançamento de seu quinto álbum, Butterfly. Telefone celular toca incessantemente. A empresária nova de Carey, a corretora Sandy Gallin poderosa em Hollywood, arranja os últimos detalhes para sua aparição no MTV Video Music Awards. Estilistas, cabeleireiros, maquiadores comandam os minutos livres da estrela do pop. Em um ponto, Carey -- quem, estes dias, oscila entre momentos de infeciosa alegria e de frieza emocional – empurra uma fita para dentro do vídeo cassete. É o vídeo para um remix do primeiro single de Butterfly, "Honey". Nele, ela aperta as bochechas dos rappers Sean "Puffy" Combs e Mase -- um gesto carinhoso, mas uma que evoca também The Godfather. "Que os agita," ela diz, rindo. "Eles levam esta [gangster] coisa a sério."
Em outros momentos, Carey desaparece a seu quarto de se vestir com um telefone celular. Uma conversa com um produtor de Butterfly entra na disputa. Para contrariar seu maquiador, as lágrimas logo correm pelo rosto de Carey. "Ser capaz de conduzir as coisas por conta própria é bom" ela explica mais tarde. A cantora está no meio de uma separação complicada do marido Tommy Mottola, presidente da Sony Music Entertainment e o homem que, até este ano, cuidava de cada aspecto de sua carreira. E por trás das cenas, a separação tem acusações irritadas de infidelidade, comportamento abusivo, e supressão artística. As lágrimas de Carey, ela diz, eram inevitáveis: "é muito fácil de se tornar oprimido durante o estado que eu estou agora, eu apenas não podia ajudar isso."
Em torno da meia-noite, a sessão de fotos de 15 horas está finalmente terminada, mas Carey, de 27 anos, não está pronta para chamá-la de terminada. Um pouco antes de 1 da manhã, retira-se para o clube noturno Palladium com um grupo de amigos. Carey joga fora do stress do dia colocando uma fita dos Jerky Boys, cujo os humor dos gestos juvenis provam o lançamento perfeito. " Eu amo estes caras," ela diz, imitando junto com as vozes travessas dos brincalhões ao telefone.
No clube, Carey e o grupo passam através de uma entrada privativa na próxima desordem. Muitas pessoas enchem cada corredor que os guarda-costas estão exercitando o controle da multidão atrás do palco. Carey, entretanto, faz seu caminho através da multidão como um freqüentador habitual. Ela beija a atração principal da noite, Busta Rhymes. As cabeças viram enquanto ela anda de lado, cumprimentando um produtor de discos quente aqui, um promissor hip-hopper lá, antes de subir para um escritório privativo, onde um balde com Cristal espera.
Carey fica neste limitado lugar a maioria da noite. Seus dois guarda-costas bloqueiam a porta, mas alguns rappers VIP, como Combs e Missy Elliott, entram para dizer oi. "Mariah, escuta a batida.Ela é sinceramente legal," diz Elliott, uma amiga desde que co-escreveram uma canção para Butterfly. Contrário às insinuações dos tablóides, é severa a atmosfera selvagem do rap, na qual Carey supostamente se envolveu. De fato, a única coisa ameaçadora é o cara gastando uma grande quantia fora da porta do escritório. Carey -- a diva pop que, no passado, parecia tão inacessível -- está experimentando tudo. E enquanto às 3 da manhã se aproxima, ainda são quatro horas antes que a insone alcançará os lençois. Ela promete fazer uma entrevista programada para às 3 da tarde para no dia seguinte. "Isto está brilhante e cedo para mim," ela adverte.
À apenas 50 milhas deste cenário no centro de Manhattan para a rica cidade branca de Bedford, N.Y., onde Carey morou nos últimos anos. Mas o contraste entre os arredores – de clubes noturnos para country clubes – é imensa. Em 1993, Carey, vestida em um vestido de 25.000 dólares de Vera Wang, casou-se com Mottola em uma grandiosa cerimônia assistida por pessoas como Barbra Streinsand e Billy Joel, noticiada como sendo nos moldes das núpcias reais de Charles e Diana. Na época, Carey disse alegremente à revista People que sua vida havia se tornado um conto de fadas – "Cinderela", para ser mais exata. E o casal construiu uma ostentosa mansão de 10 milhões de dólares em Bedford – completa com duas piscinas e um estúdio de gravação – que se tornou o assunto do show biz. A vida suburbana luxuosa, por um tempo, teve claramente seu encanto. "Ela não saia muito", diz o produtor rap Jermaine Dupri, que começou a trabalhar com Carey há dois anos atrás no seu álbum multi-platina de 1995, Daydream.
Mottola e Carey se encontraram em 1988, quando ela era uma garçonete/cantora de 18 anos de idade de Long Island e ele era um empresário talentoso e casado - tinha virado - novato na chefia da gravadora, 20 anos mais velho que ela e procurando a próxima Whitney Houston. De acordo com os conhecimentos da indústria, ele pegou a fita demo dela de outro executivo em uma festa e em poucos dias contratou Carey e sua voz oitava-escala. Enquanto ela estava gravando seu álbum estréia em 1990, Mariah Carey, um romance floresceu. A simbiose profissional e pessoal transformou Carey na cantora de maior vendagem de discos dos anos 90.
Se o sucesso fosse baseado em uma fórmula – a pessoa pura do pop formada das baladas meladas e roupas de boa menina – ninguém pode zombar do resultado final. As vendas dos álbuns de Carey no mundo inteiro alcançaram 80 milhões de unidades. Sua música rendeu um lucro anual de mais de 200 milhões de dólares para a Columbia Records da Sony. Em fevereiro, a companhia recompensou Carey com sua própria gravadora, Crave Records.
Agora, na mudança que coloca sua carreira sobre risco como nunca antes, ela está deixando a fórmula e o marido para trás. Dia 30 de maio, Carey e Mottola, 47, anunciaram que eles não iriam mais viver felizes juntos. Desde de que Mottola ainda seja seu chefe, a indústria observa especulando que uma separação ruim poderia abalar a Sony Music. Mas uma afirmação divulgada na época acalmou: "[O casal] concordou mutua e amigavelmente com uma separação experimental... Eles quererem continuar o sucesso em seu relacionamento profissional."
Na verdade, Carey parece estar tomando conta de sua música e sua vida. Junto com o título simbólico de Butterfly (borboleta), ela está saindo de muitos caminhos. Gabando-se de uma grande número de colaborações do R&B e do rap, Butterfly se controla nas baladas, explora afiado som de rua, e ainda oferece suas letras mais pessoais. No MTV Video Music Awards há duas semanas atrás, Carey apareceu numa roupa de Vera Wang completamente diferente da aquela que ela se casou: um top curto tomara-que-caia e uma saia com fendas provocantes, nos dois lados, até o quadril. Recentemente, ela despediu seu empresário, Randy Hoffman, e o advogado Allen Grubman, ambos eram a muito tempo íntimos de Mottola. E agora – como Whitney, Janey e Madonna antes dela – Mariah espera ir a Hollywood. Desde janeiro, ela tem estudado com uma professora de drama. "A minha vida inteira eu quis atuar," diz Carey, que espera fazer sua estréia no cinema no próximo ano.
Até agora, a metamorfose está ganhando asas. "Honey" alcançou o No. 1 no Hot 100 da Billboard na primeira semana de lançamento. Que faz Carey – com seus hits de 1995 "Fantasy" e "One Sweet Day" – ser responsável por três dos apenas seis singles que já alcançaram esse feito. E como convém a uma cantora que pode habilmente derrubar as escalas musicais, ela está pegando a estrada principal na separação. "Eu o amo. Eu me importo com ele," Carey diz, recordando um calmo jantar que ela recentemente teve com Mottola no barco fretado dela no Hamptons. Naquela noite, Mottola cozinhou massa. "Ele fez um molho, que é sua especialidade," ela diz.
Falando sobre a separação, Carey escolhe suas palavras cuidadosamente, como ela está propensa a fazer. De uma vez sincera e recatada, ela irá responder "sim", então se cala por cinco minutos. No assunto de seu casamento, indiretamente é compreensível levando se em conta a desagradável atenção que isso recebeu em um perfil de Vanity Fair de Mottola no último dezembro. O artigo, cheio de desmentidos do magnata da gravadora, o pintou como um controlador, tão obsessivo que transformou a Cinderela em Rapunzel dentro de sua propriedade em Bedford. A imagem era de Carey como uma prisioneira em sua própria casa. "Quando você tem mais experiência do que outra pessoa, é uma tendência natural tentar proteger a outra pessoa das coisas que você passou," é tudo o que ela fala sobre o significado do comportamento de Mottola. "Mas agora, eu tenho que aprender as coisas sozinha. Tenho que experimentá-las sozinha. Tenho que fazer minhas próprias decisões e viver por elas."
Então por que é uma controvérsia da própria criação da cantora levantar uma questão sobre seus cômodos comentários? Desde que "Honey" estreou na MTV seis semanas atrás, a mídia está admirada como o vídeo aparentemente se aproxima muito com o cenário do lar. Na tela, Carey, representa um tipo 007 chamada Agente M, está algemada a uma cadeira dentro de um enorme palácio. O ator de GoodFellas Frank Sivero, como um criminoso italiano, ameaça-a com a morte. Por sorte, corajosamente, a Agente M escapa de Jet Ski.
Os paralelos entre a trama de "Honey" e a matéria de Vanity Fair são sinistras. "É a coisa mais incrivelmente coincidente que você poderia publicar," diz o produtor Walter Afanasieff, que trabalha com Carey desde 1990 mas que se sentiu de lado com último salto da cantora sobre o gosto do hip-hop de Butterfly. (Como um criador de marcas para os artistas da Sony como Streisand e Celine Dion, Afanasieff é um empregado de Mottola.) "Tudo no vídeo é 'F--- -se, Tommy,'" ele completa.
Com "Honey," Carey está apresentando seus verdadeiros sentimentos por Mottola enquanto também perpetuando a fala do povo? Alguém que trabalha para Carey que quer ficar anônimo insiste que o vídeo é uma sátira bem calculada e audasiosa do executivo da gravadora, feita para trazer a compaixão para os maus tratos alegados por ela. "É como 'pobre Mariah,'" a fonte diz, completando "Ela é muito inteligente".
Mas alguém pode se importar se Mottola não? Em uma indubitável difícil posição como o homem mais importante da Sony Music e o ex de umas das maiores estrelas, Mottola não apenas lançou o vídeo, mas também o apoiou publicamente. Mottola se recusou a ser entrevistado para está história, mas em um artigo do New York Post com o título de o vídeo vingança de Mariah, um repórter transmitiu o entusiasmo do magnata. "Tommy adora o vídeo," se opõe, "e diz que é o melhor até agora de Mariah".
O dia após sua tarde noite na cidade, a autora do vídeo, vestida em um top e shorts azuis, está instalada em uma cobertura de um hotel no centro da cidade. Desde que Carey saiu de sua mansão em Bedford, mas ainda não achou seu próprio apartamento, este é seu lar nesta semana. Exausta e estressada, ela quer falar da cama. Enrolada em um cobertor rosa, ela se acomoda a um bichinho acolchoado próximo a seu lado.
"Não é intentado a ser um recado para Tommy," ela diz sobre o vídeo, em sua estridente mas afável voz falando. "Toda essa especulação é realmente um pouco maluca – a mídia aumentando e alimentando." De acordo com Carey, um tarde andando de Jet Ski em Porto Rico no começo deste ano inspirou a cena da perseguição em "Honey". "Sua idéia era apenas fazer uma coisa tipo James Bond," diz o diretor do vídeo, Paul Hunter. O vilão chefe, Carey completa, não foi imaginado como um papel para em italiano americano. De fato, o engraçado Chris Farley e Denis Leary foram ambos escolhidos para fazer o papel mas não estavam disponíveis.
Uma Carey frustada iria preferir falar sobre Butterfly, que (como é o caso de todos os seus álbuns) ela co-escreveu e co-produziu. Como uma expressão de seu amor eterno por música R&B e rap, é um projeto que está próximo a seu coração. É também o que parece intimamente ligada a exploração de Carey a sua identidade multirracial. Sua mãe, quem criou Carey, é irlandesa; seu pai é um venezuelano negro. O casal se divorciou quando ela tinha 3 anos. "Crescendo, era difícil para mim encontrar pessoas em que eu me ligasse," diz Carey, "por causa de todos os meus problemas com o sentimento de separação e afastamento."
O mundo R&B é onde, Carey acredita, ela encontrou seu par. "Eu cresci em New York. Eu cresci na música urbana," ela diz. "É totalmente uma parte de mim." Completa Afanasieff: "Ela entra no seu carro, coloca nas suas estações rádio, e é sempre R&B. Ela sabe cada música, cada palavra, cada rap aí fora."
Nada nomeia Mottola especificamente, Carey mantém que sua gravadora se opôs a seu interesse no gênero. Dois anos atrás, enquanto fazia Daydream, ela teve a idéia de se juntar com o pesado rapper Ol'Dirty Bastard do Wu-Tang Clan em um remix de sua música "Fantasy". Quanto sujo é Dirty? Expressando seus sentimentos não retribuídos por Carey, ele diz, "Eu quero arrancá-la."
De acordo com Carey, Columbia, estava preocupada que a união pudesse prejudicar seu encanto, desencorajando a experiência. "Todo mundo ficava, 'O que, você está maluca?'" ela se lembra. "Eles estavam muito nervosos sobre quebrar a fórmula. Trabalha para me ter no palco cantando uma balada com um vestido longo e o meu cabelo preço para cima." O presidente da Columbia Don Ienner responde: "Eu estava incrivelmente positivo em relação a ODB. Isso deve ter sido algum [quem sustentou].... eu posso apenas falar por mim mesmo."
O remix foi finalmente feito, aumentando seu alto quociente. Diz Carey, "Eles começaram a parceber, 'Talvez ela saiba o que está fazendo.'" E em Butterfly, ela passou toda sua grande paixão. Combs produziu "Honey", Mase e Da Brat fizeram raps em remixes, e membros do Bone Thugs-N-Harmony estrelas convidadas.
De acordo com uma fonte na Sony, Mottola, quem deu a Carey a completa liberdade neste projeto, tinha a preocupação de que Butterfly pudesse ir muito longe da base de fãs de Carey. "Tommy está olhando para isso do ponto de vista dos negócios, dizendo 'Você o que? Nós vendemos em torno de 3 a 13 por cento de suas vendas para [o mercado de] música negra.' Ele não está dizendo 'Não faça música negra.' Ele está dizendo 'Não vá totalmente para longe do que você já construiu.'"
A relação deve ser extremamente elaborada. Para uma coisa, grupos como os Fugees da Sony provaram o apelo internacional do rap. E Carey por si só deve mostrar para ser uma poderosa popularizadora.
Mais importante, uma rápida ouvida em Butterfly revela que as ainda estão lá – embora elas não soem como costumavam soar. "Eu queria fazer muito mais, e ela queria mante-las leves e R&B," diz Afanasieff. "Ela estava tentando se mostrar a ser o tipo Mary J. Blige: 'Deixe eu mostrar minha independência e trabalho. Deixe o conglomerado de Tommy Mottola e Sony Music longe de mim por um tempo."
Ainda, a rebeldia de Carey não surpreende o senso comum: Butterfly não está no perigo de requerer um adesivo de advertência para os pais. "Nós não podemos ficar falando mal de todo o disco", diz Elliot. "Ela ainda é Mariah. Você tem que ser cuidadosa não mudar muito."
De todo, é um calmo, e mesmo um álbum melancólico, com letras que se prolongam na aceitação de quando um amor vai mal. "Pela primeira vez desde o primeiro álbum," Carey diz, "sinto como se estivesse deixando um pedaço de mim ir."
Ela acredita que suas lições de atuação são uma ferramenta importante na descoberta de si mesma neste ano. "As pessoas disseram a ela para ser cuidadosa com o que diz e apresenta," diz sua professora, Sheila Gray. "Eu acho que muito da sua verdadeira voz se perdeu." Carey tem até mesmo revivendo, através dos exercícios de drama, alguns terrenos difíceis de sua pobre e infeliz infância. "Isto me ajuda a entrar em contato com meus sentimentos", ela diz. (Em momentos mais leves, ela está ensaiando o papel de Judy Holliday em Born Yesterday, a história de uma mulher jovem cujo antigo namorado bandido quer refiná-la. Um dia, relata Gray, Tommy "fez Born Yesterday conosco." Um testamento, visivelmente, para o senso de ironia altamente desenvolvido de Mottola.)
Ainda deitada na cama do hotel, a nova Mariah quer deixar claro que ela não está renegando a antiga. "Eu me dou conta de quem sou, quem minha platéia é", ela diz, sua voz incomodando. São 10 da noite e Carey precisa dormir. Ela também precisa ensaiar seus dançarinos, com o quais ela aparecerá no Top of The Pops de Londres. E ela quer para uma sessão de remixagem de Butterfly com o grupo rap Mobb Deep. "Mais tarde, eu me encontro querendo me fartar de tudo," diz Carey, que fica fora pela segunda noite seguida.
Então o que aconteceu de errado com o casamento? Enquanto a cantora está em Londres, amigos e associados de ambos Carey e Mottola adiantam-se para contar histórias altamente polarizadas. Mas um tema é central: O casal foi desfeito por uma geração de divergências que se tornaram um rompimento de relações. "Isto foi sentenciado desde o começo," diz uma fonte próxima a ambos.
Amigos de Carey afirmam que eles presenciaram um comportamento padrão de controle da parte de Mottola desde o começo. De acordo com um, ele se esforçava para regular o desejo de Carey se vestir como ela gosta. Os gostos dela eram apertados e mais apertados; ele a queria em um Armani ou Calvin Klein. "Ele não gostava que ela parecesse muito sexy", diz a fonte.
Outro amigo sustenta que Mottola a proibia de até mesmo discutir seu desejo de atuar. "Ela era permitida a crescer profissionalmente", ele diz, cobrando que os scripts enviados para Carey nunca chegasse nela. Debbie Allen, de Fame fame e uma produção de Steven Spielberg Amistad, confirma que ela ligou para o empresário Randy Hoffman alguns anos atrás com um projeto para Carey. "Disseram-me que ela não estava interessada em nenhuma atuação ou filme. Francamente. Eu achei aquilo muito surpreendente." Allen, que encontrou Carey algumas semanas atrás, retransmitiu a história. "Mariah disse, 'eu nunca nem mesmo soube que você tinha ligado.'" (Hoffman não retornou muitas ligações para explicações.)
De acordo com a segunda fonte, Mottola também afastou muitos dos amigos de Carey, tirou rapazes bonitos dos vídeos dela, ouvia as conversas dela através do sistema de intercomunicação da mansão, e ocasionalmente usava a rediscagem para descobrir com quem ela estaria conversando. Se Mottola se comportou dessa forma, o que o motivou? "Era uma obsessão", diz a fonte, completando hiperbolicamente, "Era exatamente como Sleeping With The Enemy (Dormindo Com O Inimigo)... mas sem as toalhas.."
Os defensores de Mottola negam que a vida de Carey em Bedford era severamente fechada. "Este era o castelo da rainha; não era, como, dele e ele a colocou lá," diz um. "Ela adorava estar lá." Eles admitem que Mottola poderia ser excessivamente possessivo. Mas eles insistem que isto era uma reação ao comportamento de Carey. Uma insegurança firmemente cravada, eles dizem, sugerindo que ela continuamente procurava atenção de outros homens. "Se ela soubesse que haveriam rapazes por perto, ela vestia shorts realmente curtos e se maquiava toda apenas para fazer uma entrada... Ela não percebia que quando você tem um marido aqui. Você não pode ser dada ao flerte apenas para aumentar seu ego." Um ano atrás, de acordo com estes relatos, como os problemas cresciam progressivamente, Carey começou a passar muito de seu tempo em Manhattan, usando um estúdio lá ao invés do de Bedford para começar a trabalhar em Butterfly.
Logo depois, ela encontrou o jogador de 22 anos do New York Yankees, Derek Jeter no dia 21 de novembro festa beneficente para o Fresh Air Fund, uma instituição de caridade que a cantora há muito tempo apoia. Recentemente, o par – que divide uma herança multirracial similar – noticiou ser uma notícia. Mas o intermitente caso, dizem fontes próximas a Mottola e Carey, começou um pouco depois do encontro inicial – e uns seis meses antes do anuncio da separação. "Uma das principais razões do fim deste casamento é porque ela estava vendo este rapaz," diz um simpatizante de Mottola, que está irritado com o vídeo retratar Carey como vítima. "A idéia dela como um espírito que teve sua liberdade roubada é absurda... Mariah não é inoscente." (O porta-voz de Jeter não retornou as ligações.)
Acusações de oportunismo voam de volta para o começo do relacionamento. "Tommy foi muito para ela que eu tenho certeza, no começo, foi a espera dela por uma carreira," diz um auxiliar da Sony. "Ela era o troféu dele," opõe-se um dos amigos de Carey. "Pessoalmente, ela era esta bonita, incrivelmente sexy jovem de 19 anos. E profissionalmente, ela era o cartão dele."
Aliados de ambos concordam em algumas coisas: que Mottola não queria o fim do casamento; Carey era muito jovem quando se casou; ela se sentia grata a ele; ela tentou fazer com que o casamento trabalhasse. "Ela deu a isso um milhão por cento. Ninguém mais, isto poderia ser anulado em seis meses", diz um amigo de Carey.
Como a maioria das separações, um certo grau de verdade parece residir em ambos os lados. "Mariah, você sabia o quanto o controle anormal de Tommy é", diz Afanasieff. "Você sabia o que ele faria por você, o que ele estava planejando para você, o que ele não queria que você vestisse – e você ainda casou com o cara."
"E Tommy, olhe para quem você está casando. Esta garota escuta rap 24 horas por dia. Tudo o que ela fala é sobre atuar em filmes. Você não acha que irá querer fazer isto? Por que vocês negam tudo isto?"
Talvez eles não tenham nenhuma escolha. Recentemente, Mottola assinou um contrato de 5 anos com a Sony. Carey deve a companhia mais quatro álbuns. Os exes deverão estar trabalhando juntos no milênio. Então uma certa amigabilidade pública é aparentemente um fato necessário da vida.
No dia 4 de setembro, o dia do Video Music Awards, uma Carey mais disponível aparece para outra entrevista. Desta vez, ela está em um hotel um pouco mais afastado do centro. Em um restaurante no andar de baixo, ela pede uma comida confortável – um milk shake – para acalmar seus nervos. "Eu estou apenas me sentindo um pouco vulnerável e magoada com muitas coisas," ela diz.
Em algumas semanas passadas, boatos sobre Carey estavam nos tabloides quase diariamente. Uma notícia se refere a como um diretor executivo a mandou embora. Em adição ao rumor Jeter, ela esteve ligada romanticamente a Combs, raapper Q-Tip, e David Fumero, o modelo do vídeo "Honey". "Eu não posso fazer observações sobre as pessoas que estão aí fora espalhando coisas negativas. Elas não têm meus interesses no coração," ela diz.
Confrontando-se com algumas das acusações que vieram à tona, Carey deixa escapar um suspiro. Às vezes, ela respira rápido com ansiedade. Sim, ela admite, Mottola se opôs a sua atuação. A separação, ela declara, começou em dezembro. Mas não, ela insiste novamente, o vídeo não significa ser um insulto. "Eu não estou tentando ser inimiga dele," ela diz.
Ela está vendo Jeter? "Não, não." Outro alguém? "Eu não estou envolvida com ninguém neste momento, agora enquanto estamos sentados aqui." Mas outra pessoa separou ela e Tommy? "Isto não aconteceu por causa de outra pessoa," ela diz. "A outra pessoa era eu mesma."
O que a irrita mais são as acusações de oportunismo. "É quando as pessoas costumam dizer, 'Se ela não tivesse casado com ele, ela não teria isto, não teria aquilo.' Eu não me importo se você é casada com o presidente dos EUA ou Houdini! Ninguém pode fazer o público comprar discos... Eu trabalhei muito por anos, e contribui tanto para a companhia quanto a companhia contribuiu para mim."
Carey apenas quer o interrogatório para o final. "Qual é a conclusão? A conclusão é que eu não deveria ter ido embora?" ela pergunta. "Quem diabos é perfeito, e por que esperam que eu seja perfeita?"
Parece claro que um casamento problemático, dificilmente deteria uma carreira multi-milionária, não poupando nenhuma das partes. Se as acusações de que Mottola sufocava Carey como artista são verdadeiras, ela merece a oportunidade de crescer sozinha. Se, de fato, o vídeo é sobre Mottola, então talvez Carey não esteja se afastando de tudo. A borboleta, agora livre de seu casulo protetor, ainda deve estar aprendendo como usar suas asas.
"O que realmente importa no final do dia não é quantos discos eu vendi, quem diz que eu fui manipulada, quem diz que eu fui enjaulada, quem diz que eu planejei toda essa coisa," ela diz. "Eu sei quem eu sou." Soa como o começo de um vôo solo forçado.