Em sua carreira, ela coleciona hits importantes como Vision of Love, Love Takes Time, Someday e I Don't Wanna Cry. Seu disco mais recente, Rainbow, é puro hip hop. Mas traz também baladas e rhythm and blues, gêneros que a consagraram mundialmente.
Mariah foi uma das maiores artistas pop mundiais dos anos 90. E segue em direção ao novo milênio prometendo arrebentar com muitos mais hits.
Simpática, Mariah parece a priminha da gente que deu certo na vida. Tem hábitos simples, com estar em lugares quentes no verão, nadar e tomar sol. Se pudesse, comeria arroz e feijão todos os dias. Segredinho: ela tem uma faz-tudo brasileira, a mineira Arlete, que cuida de sua alimentação e ainda confecciona roupinhas de crochê para a estrela. "Arlete cozinha maravilhosamente bem e seu arroz com feijão é uma das coisas mais deliciosas do mundo. Só que engorda muito! Ainda bem que ela sabe preparar comida light também, legumes no vapor e ótimos suflês..."
Antes de conhecer, via estrelato, as delícias, luxos e mimos que só uma boa faz-tudo mineira de plantão pode proporcionar, Mariah, nascida em Long Island, Estado de Nova York, teve uma infância simples e um tanto quanto atribulada. Seus pais, John e Patricia, separaram-se quando ela tinha 3 anos.
Na infância, a principal diversão de Mariah era imitar cantores que ouvia no rádio. Sempre foi fã de Stevie Wonder e Aretha Franklin, os preferidos de sua mãe. Mas foi Minnie Riperton, com o megahit Lovin' You, de 1975, a principal fonte de inspiração para a menina Mariah Carey.
Foi imitando Minnie que Mariah descobriu ter o mesmo e largo alcance vocal: sete oitavas. "Mamãe dizia que eu estragaria minha voz se continuasse cantando aquelas notas tão altas. Mas, na verdade, eu sempre me senti confortável cantando assim. E nunca machuquei minhas cordas vocais por isso."
Ao completar os estudos básicos, Mariah não tinha outra idéia na cabeça senão tornar-se cantora. Juntou os trocados que tinha, mudou-se para Nova York, onde sobrevivia de bicos: garçonete, assistente de salão de beleza ou fazendo backing vocals (em especial para a cantora Brenda K. Starr, dona do hit I Still Believe, que Mariah regravaria anos depois). No tempo que sobrava, batia perna de gravadora em gravadora, tentando fazer com quem alguém prestasse atenção em seu talento. Na época, conheceu o parceiro Bem Mergulies, com quem comporia seu primeiro grande hit, Vision of Love.
Numa dessas reviravoltas que só podem acontecer em contos de fada, Mariah foi convidada pela fada-madrinha Brenda para uma festa. E lá se foi, toda Cinderela, com uma fitinha demo na pochete, esperando encontrar algum produtor musical que a ouvisse. Mas quem se interessou em levar a tal fita para casa, mesmo sem ouvir, foi o príncipe Tommy Mottola, presidente da Sony Music.
O álbum Mariah Carey, lançado em 1990, rendeu logo de cara, quatro singles na primeira posição das paradas americanas: Vision of Love, Love Takes Time, Someday e I Don't Wanna Cry. O disco vendeu 12 milhões de cópias e era apenas o prenúncio da força de Mariah quando o assunto é fazer sucesso. Muitos, maledicentes, creditaram o êxito da estreante ao interesse não necessariamente artístico de Tomy Mottola pela moça.
O fato é que os dois se casaram em 1993, quando Mariah já lançava o quarto álbum, Music Box, e já contava com mais alguns hits no. 1 no currículo (inclusive um cover de I'll Be There, do Jackson Five, incluído em Mariah Carey Unplugged, o especial que fez para a MTV).
O hip hop trouxe força nova à carreira de Mariah
Coincidência ou não, foi depois de ter se separado de Tommy, em 1997, que Mariah se lançou naquilo que considera um sonho realizado. Aproximou-se do hip hop no álbum
Butterfly, onde está uma de suas melhores faixas dançantes jamais produzidas, a irresistível Honey.
"Eu cresci ouvindo hip hop e acompanhei toda a evolução do estilo", disse Mariah em São Paulo. "Antes, o que eu fazia era convidar um DJ de hip hop para remixar algumas faixas mais dançantes. Pensei: 'Por que não fazer hip hop logo de uma vez?' E foi o que eu fiz em Butterfly, mas sem esquecer do meu lado de baladas e R&B, que o público exige e eu gosto. Rainbow, o novo disco, é a seqüência natural de Butterfly."
Livre como uma borboleta e feliz como um arco-íris, Mariah acredita ter encontrado a turma certa. "Em Rainbow, estou inteira. Voltei a usar os registros mais altos da minha voz, o que era uma exigência do público. E estou mostrando todos os meus lados. Isso aconteceu graças à dupla de produtores Jimmy Jam e Terry Lewis, que souberam valorizar cada aspecto meu nesse álbum", diz.
Mariah também caprichou no time de convidados especiais do disco. Esperta, cercou-se de gente famosa e talentosa: Jay-Z (que rapeia no hit Heartbreaker), o galã R&B Usher, Da Brat, Missy Elliot, Snoop Dogg e o grupo 98 Degrees (um dos melhores e mais afinados da nova e numerosa safra de grupos vocais masculinos, na linha Backstreet Boys).
E já que o lado baladão também não pode faltar, ela, que costuma sempre fazer covers de grandes hits, escolheu desta vez Against All Odds (Take a Look at Me Now), a canção mais conhecida de Phil Collins. "Há um bom tempo eu já tinha vontade de cantar essa música, mas confesso que não tinha coragem, pois trata-se de uma responsabilidade muito grande fazer um cover de um sucesso, ainda mais porque já foi muito bem gravado pelo próprio autor. Mas desta vez me decidi e resolvi incluir a canção no repertório. Coincidentemente encontrei Phil Collins no estúdio em que a gravei, em Londres. No final das contas ele adorou minha versão da música. Foi um encontro emocionante", lembra Mariah.
Você sabia que...
Mariah Carey nasceu no dia 27 de março de 1970, em Long Island, Nova York, sob o signo de Aquário?
Seus pais, Alfred Roy Carey e Patricia Hickey, se divorciaram quando ela tinha apenas 3 anos?
No início da carreira ela foi casada com o big boss da Sony Music, Tommy Mottola?
Em dez anos de carreira já gravou 9 discos, que lhe renderam mais de 40 singles, 8 vídeos e 15 livros?
Mariah Carey já vendeu mais de 60 milhões de discos no mundo todo?
Em dezembro de 1999, a revista americana Billboard a reconheceu como Artista da Década?