Mariah Brasil

Ok!

A linda super estrela Mariah Carey
A cantora mais quente da América abre seu coração – e as portas do seu apartamento em New York – para OK!

Esticada numa cama alta, larga e com aparência irritantemente confortável, a estrela pop Mariah Carey se acomoda entre travesseiros brancos mostrando cada centímetro da diva pop. Observadores do tamanho de pequenos blocos ficam de guarda em cada porta da sua suíte mas na verdade, Mariah – que está bem em forma – parece perfeitamente capaz de cuidar dela mesma.
Vestida com um top preto, jeans azul e botas pretas, ela não está tão mais velha desde a menina sem lar de olhos castanhos num vestido que cantava Vision of Love, sua balada de estréia, em 1990.
A filha de um pai negro – um engenheiro muito bem sucedido de descendência afro-americana e venezuelana – mas criada a maior parte do tempo por sua mãe Patricia, uma branca irlandesa e católica da cidade de Springfield, Illinois, Mariah foi descoberta pelo executivo da indústria de discos Tommy Mottola – ainda presidente da sua companhia, Sony – com quem ela se casou mais tarde.
Depois que o casamento terminou em 1998, os jornais rapidamente detectaram uma mudança em Mariah, uma vez que ela reformulou sua imagem como um ícone sexy vestida com roupas Prada e Gucci cantando novas misturas de rap, hip hop e baladas. No ponto de vista de Mariah, entretanto, está é simplesmente a sua personalidade real se reafirmando – a garota do colegial, confusa e frustada por suas origens raciais miscigenadas, que pintou o cabelo de laranja e ouvia o som dançante da New York dos anos 80's, o primeiro álbum de Madonna e Faith de George Michael.
Mariah está no Reino Unido para promover seu novo sucesso, Thank God I Found You, e para fazer um único mas muito prestigiado concerto na Arena de Wembley em Londres no próximo sábado (26 de Fevereiro), mas inevitavelmente a conversa gira em torno do termino do seu casamento – e sua incrível jornada para o topo.

Antes do seu casamento com Tommy Mottola terminar, parecia que você era o clássico 'passarinho numa gaiola dourada' – enlouquecendo em silêncio numa grande casa antiga em New York...
Na verdade, era uma grande casa nova que nós construímos para parecer antiga e pela qual eu paguei metade do dinheiro – e isso é que a maioria das pessoas parecem não perceber. Eles pensam que eu era uma garota casada com este homem mais velho, e ele era o chefe da companhia e ele a colocou nesta mansão, mas eu realmente paguei pela metade de tudo aquilo. Foi uma total e completa piada o quanto aquilo custou. Mas eu aprendi muito sobre, você sabe, [risos] iluminação e calcário. Mas não, eu não fui feliz lá 95 por cento do tempo.
Houveram coisas muito boas naquele relacionamento mas eles foram poucos e escassos. Eu estava feliz por ter sucesso, mas eu estava frustada e queria atuar – porque eu tinha vontade de atuar desde que eu era pequena – e nem mesmo me deixavam sugerir a idéia.

Por que isso? Eu pensei que atuar fosse um passo óbvio...
Bem, eu também pensei, mas algumas pessoas não pensam da mesma forma e não queriam que eu fizesse isso de jeito nenhum. Eu só queria estudar interpretação e finalmente quando isso aconteceu foi uma verdadeira ruptura, porque eu estava muito infeliz e chegou uma hora que eu disse, 'eu vou fazer isso, ao menos estudar eu vou', e minha professora de interpretação me ajudou a quebrar meu muro protetor que estava me levando a essa coisa toda. As pessoas agora dizem que sabiam que eu estava infeliz, mas ninguém nem mesmo tentou me encorajar – eu devia ter sido capaz de encorajar a mim mesma, mas era uma situação muito complicada.

O que finalmente persuadiu você a se encorajar e terminar seu casamento com Tommy?
Apertar o botão. É como se fosse alguém que é viciado e finalmente chega ao fundo do poço. Foi um efeito cumulativo de se sentir sufocada e sendo empurrada ao ponto onde eu tive que fazer alguma coisa. Eu acho que eu devia ter enfrentado isso antes, mas eu tinha medo.
Minha professora de interpretação definitivamente me ajudou. Quero dizer, acho que devia ter feito terapia desde... tanto faz. Desde os assuntos da minha infância, não me importando em ser uma celebridade.

Quando você era jovem, quase cantora com muita ambição, foi difícil estar concentrada na sua carreira quando sua vida em família era tão desarticulada?
Para mim, a música sempre foi uma forma de escape e – sem querer parecer dramática – a ambição de me tornar uma artista de sucesso foi o meu raio de esperança. Quando eu era pequena, não acho que o divórcio do meus pais foi tão traumático para mim porque eu era muito pequena quando aconteceu. Meu pai nunca realmente parte da minha vida, mesmo quando era pequena, porque eu nasci no final do casamento deles. Eles ficaram casados por 13 anos e meus irmãos cresceram com eles como um casal, mas eu não, então eu estava sempre dizendo, 'vocês dois eram casados? Isso é muito estranho' – porque eles foram um tipo de pólos opostos.
Mais tarde eu descobri mais coisas sobre a vida deles, o que os aproximou, e isso foi interessante. Eu passei a ter mais e mais contato com meu pai mais tarde também. Ele é engenheiro aeronáutico e trabalhou para NASA. Ele não tinha nada a ver com a música, e eu acho que não sabe nenhuma das minhas músicas, mas você sabe o que mais? Eu não acho que nosso relacionamento deva ser sobre este ponto. Eu apenas liguei para ele e pedi suas receitas! Meu pai é um grande cozinheiro, e é isso que sempre se sobressai na minha mente.

Você cresceu com a sua mãe, que era cantora de ópera – ela encorajou você a cantar?
Oh sim. Desde a época que eu era pequena ela me levava para a cidade e cantava em clubes de jazz com músicos diferentes. Minha mãe era uma mãe nada convencional! Ela primeiro se mudou para New York de Springfield, Illinois, aos 16 anos quando estudava opera em Julliard. Ela foi, na verdade, detida em New York por exposição indecente durante os anos 60 porque ela era de onde eles usavam roupas muito curtas. Ela morava no Brooklyn numa comunidade muito artística e tinha muitos amigos que não eram convencionais.

Aonde você cresceu na verdade?
Quando eu nasci, meus pais se mudaram para os subúrbios de New York o que foi a pior coisa que eles podiam fazer já que eram um casal miscigenado. Você não consegue encontrar uma vizinhança – negra, branca, ou qualquer outra – onde você se encaixe. Principalmente porque eu meu pai tinha um bom trabalho e um Porsche e podia nos sustentar numa vizinhança branca. Quando eu nasci, e cresci apenas com a minha mãe, sempre houve confusão porque eu parecia muito mais étnica do que ela.

Como seu pai e sua mãe ficaram juntos?
Minha mãe me disse que ela começou a namorá-lo quando ela estava perseguindo Yul Brynner! Yul Brynner morava no Brooklyn nos anos 60; ele tinha feito The King And I, ele tinha a cabeça raspada e meu pai se parecia com ele. Minha mãe e suas amigas tinham 16 ou 17 e estavam sempre procurando por Yul Brynner – elas tinham cartazes para Yul Brynner – e um dia minha mãe estava com a sua Pokey, e ela disse, 'olha, é Roy Carey – eu saí com ele'. E foi assim que começou! Eu só descobri isso no ano passado porque eu acho que quando era criança eu desejava que eles nunca tivessem de encontrado.

Isso é uma coisa muito dura de se dizer...
Eu só queria ser uma coisa ou outra porque você tem que entender que foi muito difícil para mim crescer sem uma identidade fixa que me dissesse de onde eu realmente vim. Recentemente eu fui no programa Oprah Winfrey Show e lá tinha uma menininha chamada Hailey e ela está sendo criada por uma mulher branca e ela é de raça miscigenada, embora você nunca saiba disso. Nem as crianças negras da escola nem as brancas gostavam dela então ela escreveu este poema titulado Eu sou invisível? e era sobre se sentir como se ninguém pudesse realmente vê-la – 'Meus sapatos são marrom, minha blusa é vermelha. Você consegue me ver?' E era assim que eu me sentia quando era pequena.

Ninguém parece trabalhar tanto quanto você para lançar seus próprios discos...
Sim, eles nunca lançam singles o suficiente para mim. Eu nem mesmo ia fazer um álbum agora, na verdade. Eu ia fazer este filme chamado All That Glitters. Eu sempre quis atuar e então você pode imaginar que estou muito excitada com isso. O filme se passa em 1981 e minha personagem é uma garota de um grupo mais ou menos como o grupo Vanity. Ela não é a cantora principal, mas ela tipo a menina levada que fica no fundo. Mas eles re-escreveram e houve outro atraso porque nós falamos com diretores diferentes sobre o filme, e eles mudaram a data para maio deste ano. Eu já tinha escrito Heartbreaker, o que era para ser o primeiro single da minha personagem no filme, então eu pensei, 'eu não quero desperdiçar esta música – eu vou fazer um álbum'.

Me fale sobre esta casa onde fotografamos você...
É um apartamento em New York onde eles filmaram partes do filme Clube das Desquitadas – você sabe o apartamento da Diane Keaton? Mas atualmente eu em vias de conseguir um novo apartamento no distrito de TriBeCa.

Aonde você encontra tempo para gastar seu dinheiro?
Outras pessoas compram roupas para mim porque eu literalmente não tenho tempo para fazer isso sozinha. Eu comprei para mim um belo colar da borboleta recentemente. Mas o fato é que eu possuo poucas coisas que são minhas mesmo. Eu possuo o piano de Marilyn Monroe o qual eu comprei quando eles leiloaram todas as coisas dela. Eu achei que seria injusto que tivesse ninguém lá por ela – ninguém para levantar e dizer como ela queria que suas coisas fossem distribuídas. Então eu comprei o piano porque eu sabia que ele era importante para ela – ele pertenceu a sua mãe, que foi internada numa instituição, e ela teve muitos problemas para consegui-lo de volta. Um dia eu vou colocá-lo num museu. Eu também tenho a única coisa que sobrou da antiga casa que você mencionou, que recentemente queimou até o chão, que é um grande placa de tijolo e calcário com uma borboleta desenhada nela. A mulher que era dona da casa salvou-a para mim e vai me dá-la depois.

Como será o seu concerto em Wembley?
Eu tenho essa rival chamada Bianca. Ela esteve no clipe de Heartbreaker, ela e eu lutamos, e ela estará no show. Eu não sei o que esperar porque depende da Bianca! Ela é um tipo de Dr Evil para Austin Powers. Eu também vou cantar músicas que eu sempre canto, e algumas do meu novo álbum, e eu vou me divertir!

Ok! – fev 00
Traduzido por Vany

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