Acha que ela recebeu tudo pronto? Mariah Carey trabalhou duro por todas as coisas que tem - e nem sempre foi fácil.
Ok, eu sou a maior fã de Mariah Carey.
Muito cliché, certo? Mas é verdade. Então vocês podem imaginar o quão
excitada, nervosa, curiosa (aterrorizada?) eu estava para encontrá-la.
Logo antes da entrevista, meu estômago estava dando nós! Nós, eu conto
a vocês! Eu li muito sobre que diva ela é na vida real - mas a Mariah
com quem me encontrei? De jeito nenhum. Você se surpreenderia com o
quanto a vida dela somos nós: ainda luta com questões sobre rapazes,
importa-se com o que as pessoas pensam sobre ela (embora ela saiba
que não deveria). E essa garota adora, adora, adora sapatos. Mais do
que tudo entretanto, ela é apenas uma garota que alcançou coisas
incríveis (como seu novo filme e CD, "Glitter") e que tem que ser tão
mulher de negócios como qualquer outra que faça operações
multimilionárias. E muito ocupada! Estes dias, Mariah me conta, ela
está "fazendo 20 milhões de entrevistas, mais gravando um clipe, mais
aparecendo em coquitéis, mais fazendo outro filme, mais tentando
manter minha sanidade. Eu tenho muito a fazer! Agora, tenho consciência
de que, ok, isto é muito". Uau! Essa garota dorme? Na hora em que
nossa entrevista termina, são 11 da noite e ela ainda tem uma sala
cheia de outros entrevistadores esperando! Mas ela encara sua longa
noite com um sorriso. Ela realmente merece tudo o que ela conseguiu.
Mas julgue você mesmo, porque no final das contas, eu sou sua maior fã.
CG!: Em que ponto na sua vida você disse para si mesma, "eu quero ser uma entrela"?
Mariah: Quando eu tinha cinco anos de idade.
CG!: Você viu alguém que te inspirou?
Mariah: "Jeannie é um gênio". A primeira coisa que eu quis ser foi um
gênio. E nem queria ser uma cantora, eu queria, na verdade, ser mágica,
e, você sabe, fazer aquelas coisas. Eu queria ser Barbara Eden, mas
eu não sabia que ela era uma atriz porque eu era muito pequena. Eu
acho que nunca disse isso numa entrevista antes na minha vida! Quando
eu percebi que ser um gênio não uma coisa verdadeira, bem, eu soube
que queria cantar. A música sempre foi a minha forma de expressão e
minha forma de libertação e meu dom. Então eu agradeço a Deus que eu
tenha este dom da música na minha vida porque de outra forma não sei
onde estaria.
CG!: Mas muitas pessoas foram críticas sobre seu talento quando você estava crescendo. Como você descobriu que tinha que ser sua própria heroina?
Mariah: Minha mãe é muito responsável por eu acreditar em mim mesma. Ela colocou meu nome de Mariah porque ela pensou que seria um bom nome de palco.
E foi ela quem me encorajava dizendo, "não diga se eu fizer isso, diga
quando eu fizer isso" durante toda a minha infância. Sempre que eu
dizia, "Eu quero fazer isso", ela foi a única que sempre esteve lá
para mim.
CG!: Você deve ter sido do coro no colégio, certo?
Mariah: Não no segundo grau. Na sexta série, eu fui Maria em "The
Sound of Music" porque minha professora de coro era legal. Então eu
fiz aquela coisa de do-re-mi-fa-sol-la-si-do. Eu também tinha que
liderar a classe muito e eu gostava disso. Mas então eles não me deram
o papel que eu queria em "Oliver". Então eu desisti.
CG!: Você era conhecida como "a garota com a voz fantástica" na época do colégio?
Mariah: Eu não contei às pessoas eu cantava. Ninguém sabia sobre isso. Eu tinha esse segredinho
especial, que era que eu acreditava em mim, e tinha o dom da música.
CG!: Você tinha a mesma voz cantando naquela época? Como a Mariah Carey que nós ouvimos no seu primeiro CD - era essa a sua voz cantando quando você estava no colégio?
Mariah: Não, Sabe de uma coisa, honestamente, quando eu parei de fumar, ganhei duas oitavas na minha voz.
CG!: Vocês ouviram isso, garotas? Não fumem!
Mariah: Eu não fumo agora, mas fumei dos 12 aos 18. Isso realmente
estragou minha voz. O que aconteceu foi que fiquei gripada e então
continuei gripada, mas foi ainda pior porque eu estava fumando
cigarros. Então eu fiz uma promesa de que se eu conseguisse minha
voz de volta, eu nunca mais fumaria novamente. Eu percebi que fumar
não é uma coisa importante na minha vida - não me traz nenhum
benefício, e se eu não parasse, iri me fazer mal. Então eu parei.
Eu pensei, "Olá! Estou à beira de todos os meus sonhos e ainda vou
fumar uma coisa que não faz absolutamente nada para mim além de fazer
meu cabelo cheirar mal?!"
CG!: Então ninguém no colégio sabia que você podia cantar? Eles apenas achavam que você era alguém bonitinha, legal, divertida para sair?
Mariah: Eu não sei se eles achavam que eu era bonitinha. Quero dizer, não me sentia bonitinha. Na época do segundo grau eu era ok, tinha descoberto
o truque do secador de cabelos. E como usar o secador de mãos no
banheiro para arrumar meu cabelo. Mas, eu levava um minuto para
arrumar minha bizarra aparência ambígua de nem-aqui-nem-lá.
CG!: As outras crianças no colégio já fizeram você se sentir esquisita ou implicavam por você ser biracial?
Mariah: Bem, uma das minhas primeiras memórias que tenho é do jardim de infância. Eu estava desenhando um retrato
da minha família. Eu peguei o giz de cera marrom e comecei a fazer
meu pai. Os professores do jardim, que agora eu imagino que eram
jovens, estavam atrás de mim e eles começaram a rir. Eu me lembro
de pensar, "Por que eles estão rindo?" Eles disseram, "O que você
estã fazendo?". Eu respondi, "Estou desenhando o retrato como vocês
disseram". E eles disseram, "Por que você está fazendo ele dessa
cor?" E eu disse, "Porque é assim que ele é". Então eles riram mais.
Esta é uma memória intensa. Então, coisas assim me fizeram sentir
insegura. Também, a maioria da família da minha mãe a rejeitaram
quando ela se casou com meu pai. Quando você tem essa questão - se a
família de alguém vai rejeitá-los por essa união, o que farão comigo?
Se sou um produto dessa união, o quão certo é ser eu?
CG!: Isto é muito comovente. Alguém já chamou te algum nome maldoso no colégio?
Mariah: Não na minha frente porque eu bateria neles. Eu tinha essa forma de me proteger.
Empurrar as pessoas a que eu não podia igual contra os armários era
um mecanismo de defesa.
CG!: Então você era uma rebelde?
Mariah: Eu era uma rebelde... um pouco. Nos meus dias de muita insegurança.
CG!: Você não foi "descoberta" até alguns anos após o colégio. Como você sobreviveu enquanto tentava fazer sucesso como cantora?
Mariah: Eu fui vendedora de camisetas num bar porque eu era muito jovem para servir álcool, fui garçonete, fazia qualquer coisa que podia.
Eu era péssima como garçonete. Era a pior! Uma amiga me deixou ficar
com ela, então por um ano ou mais eu vivi num pequeno e empoeirado
apartamento em Manhattan. Eu tinha meu pôster da Marilyn Monroe na
parede do fundo, meus livros sobre Marilyn, minhas fitas, meu livro
de letras, cartas de amigos, e um colchão. Eu realmente tinha apenas
três coisas para vestir porque vivendo em Manhattan eu não podia
vestir as mesmas coisas que usava no colégio - era diferente.
CG!: O que você dizia para você mesma quando ia para cama à noite?
Mariah: Bem, na verdade, não era à noite. Eu chegava em casa às sete horas da manhã!
Eu era apenas grata por estar lá.
CG!: Você nunca se queixava?
Mariah: Não. Não nesse ponto, eu tinha um par de sapatos pretos com
buracos neles. Você sabe, aquele tipo bota com cadarço? Elas era da
minha mãe, mas o tamanho de sapato dela é menor que o meu, então elas
desgastavam indo e vindo do trabalho, e tinha uma dobra que incomodava.
Às vezes, nevava e minhas meias ficavam molhadas. Meu irmão me
comprou um par de tênis, mas eu tenho esse pé grande, meu tamanho é
38-39, e o tênis faziam o pé parecer ainda maior então eu não queria
usá-los. Eu preferia usar os sapatos pretos embora eles fossem
horríveis. Eu os guardei - queria encontrá-los e colocá-los no bronze
porque agora eu tenho um closet inteiro cheio de sapatos. Eu penso
muito sobre vir de não ter sapatos.
CG!: Falando em ter muitos sapatos, conte-nos exatamente o que você estava fazendo quando descobriu que era a cantora mais bem paga do mundo.
Mariah: Eu estava num barco em Porto Rico, meu lugar favorito. Eu estava com algumas pessoas que eu realmente amo, pessoas que estavam me passando
uma energia muito positiva. Basicamente todos os meus amigos, as
pessoas com quem me relaciono. Ninguém estava olhando sobre meu ombro
para, "Preste atenção em mim", ou, "Me torne famoso". Nós estávamos
nesse barco nos divertindo, e ouviámos "Butterfly", que eu criei nesse
lugar. Eu estava deitada lá vendo as estrelas, e de repende fogos de
artifício começaram a estourar sem parar. Nós estávamos escutando-os,
contávamos histórias um para o outro, e meu telefone toca. É a minha
empresária e ela disse "Adivinhe? O contrato foi fechado!" Meu amigo
pulou na água, eu pulei na água - ela estava negra, os fogos de
artifício terminaram, e a água estava limpa e bonita. Foi um momento
intenso.
CG!: Uau, isso soa tão incrível e glamoroso. Ser famosa é tão bom quanto você pensou que seria? Ou é totalmente ao contrário do que você esperava?
Mariah: Eu pensei que ia ser como por exemplo, você está num clube noturno e de repente todo mundo tem esse segredo incrível - e nós somos de outro planeta.
E de verdade, eu sou a mesma pessoa que sempre fui. Sou mais segura em
certos momentos e mais insegura em outros. Mas não tem clube noturno.
É um tipo de versão extendida do colégio para mim, que foi às vezes
bom e às vezes ruim. Mas é melhor porque eu posso ser mais aberta sobre
quem eu sou.
CG!: Sua música parece estar vindo de um lugar diferente ultimamente -
é menos triste. É porque você está mais feliz?
Mariah: Sempre haverá um meio tom de tristeza em quem eu sou.
CG!: Deve ser muito difícil estar sempre sendo analisada minuciosamente. Incomoda você quando as pessoas te chamam de "diva" e dizem coisas na mídia como, "Oh, ela deve usar papel higiênico cor de rosa"?
Mariah: Primeiro de tudo, não há nada de esquisito no meu sanitário! [risos]. Quero dizer, quem iria querer colorir... Eu não vou dizer isso... É muito nojento. Sempre existem histórias fermentando em tablóides
e coisas assim, mas eu sei o que faço. Eu sei que não sou promíscua.
Eu sei que quando visto um short curto num clipe, estou brincando.
Eu sou a mesma garota de seis anos brincando de me vestir quem
pensava que seria bonitinha e queria ser como Jeannie e Marilyn
Monroe. Mas quando comecei, eu era muito conservadora com minhas
roupas. Não era o que faço agora. Nesse ponto, sou mais, seja o
que for. Eu recentemente cheguei a conclusão de que não posso mudar
certas coisas, esta é a minha realidade, e devo fazer o melhor na
medida do possível.
CG!: Você realmente pensa assim?
Mariah: Sim, eu tenho esse direito agora. Eu tenho que dizer isso com
convicção e me convencer de que é verdade porque de outra forma eu não
vou conseguir superar essas questões. Meus fãs verdadeiros compreendem.
Eu sinto que eles são como uma grande família para mim, de uma
maneira diferente. Porque eles me aceitaram como pessoa, embora não
me conheçam pessoalmente. CG!: Bem, nós somos sua família, irmã!
Mémorias musicais de Mariah
Que tipo de música mexe com Mariah? Você se surpreenderá com os diferentes tipos de influências!
"Eu adoro baladas. Cresci ouvindo Barbra Streisand e Olivia Newton-John." [Nota do editor: Grease domina!]
"Uma das minhas músicas preferidas é a versão de Cherrelle de 'I Didn't Mean To Turn You On'. Essa era a música que vivia quando estava crescendo."
"No colégio, eu era obsecada por Bon Jovi - nós tínhamos os mesmo cabelo!"
"No momento. Eu ouço mais M.O.P., Funkmaster Flex, e hip-hop agressivo e com raiva porque é isso que minha personagem ouve no meu próximo filme [Wisegirls]."