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Ela é a diva superprivada que não fala muito. Mas para Blender, Mariah Carey se abre sua "terrível" infância, seu amigo ODB - e como gastar 28 milhões de dólares.

Em seu escritório, Antonio "L.A." Reid, presidente da Island Def Jam, está ouvindo faixas do inacabado CD The
Emancipation of Mimi. O volume é alto. Uma vela Dyptique queima; o descanso de tela da Mona Lisa no ser
iMac 20" sorri para ele enquanto ele anda pela sala, rindo de maneira insana enquanto toca teclados no ar.
"Não é fantástico?" ele pergunta enquanto dança.
É, certamente, difícil levar o presidente de uma gravadora a sério quando eles está tão entusiasmado com seu
próprio produto. O que mais ele vai fazer? Mas deixando isso de lado, está claro que o que estamos ouvindo é um retorno
à essência, em vários sentidos. Pode não ser um clássico anos 90s multi-multi-platina da perfeita diva pop.
Mas é uma coleção que se ouve compulsivamente de músicas R&B, vibrantes e cheias de confiança.
E por todo o álbum, indo e vindo em cada música, está a Voz. Se alguma vez ela desapareceu, está de
volta. Essa coisa às vezes àspera, às vezes suave que é mais estica mais do que elástico e ainda simultaneamente
precisa nos mínimos decimais.
Tem sido uma longa jornada para a cantora Mariah Carey, de 34 anos. Da sua posição de rainha-MOR do início dos
anos 90s, ela se reinventou de forma inteligente na segunda metade da década como primeira dama do R&B com uma
série de competentes colaborações hip-hop. Financeiramente, The Emancipation nunca será o sucesso que vendeu
25 milhões como Music Box de 1993 vendeu, mas essas são, claramente, músicas de alguém que está artisticamente
mais confiante do que nunca.
L.A. Reid se inclina sobre a mesa. "A verdade que aprendi sobre Mariah", ele diz, "é que ela é inocente.
Em seu coração, ela é uma criança".
"Sério?" diz Blender ceticamente. Depois de vender dezenas de milhões de discos no mundo inteiro, depois de ser casada com uma das pessoas mais poderosas na indústria fonográfica e trabalhar com alguns dos nomes mais famosos no hip-hop, ela é uma criança?
"Sim", Reid insiste. "Apesar de tudo …"
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De um e-mail trocado com Mariah:
Na sua cabeça, que idade você tem?
"Para melhor ou pior... tenho enternamente 12 anos. Estou presa na 7a série e fico sempre saindo e voltando."
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Na hora marcada, Carey entra no Lure para nossa entrevista cara-a-cara. É um grande, porém chique, restaurante de frutos de mar em Manhattan. O maitre fica agitado.
Como sempre, Carey tem um pequeno grupo de assistentes com ela. Seu novo empresário, Benny Medina, que nunca está muito distante, posiciona-se a uma distância diplomática, mas de onde possa controlar tudo.
O mesmo time esteve também na noite passada, na sessão de fotos, junto com Jack, o Jack Russell de Carey. Então, Carey foi educada, diferentemente do estilo pop-star usual, ao perguntar, "Como é o seu hotel? E como estava o clima de onde você veio?" com o tipo de preocupação de evitar aparecer muito diva-temperamental.
Essa noite ela está descansando de uma sessão de última hora para regravação de vocais para uma faixa com Jermaine Dupri. Ela admite espontaneamente que odeia fazer entrevistas quando ela está no que chama de fase de gravação, mas o que você pode fazer? O tempo urge.
Devemos pedir? Blender pergunta.
"Claro. O que você está com vontade?"
Acho que podemos pedir alguns espetinhos.
"Boa idéia."
Você gosta de frango?
"Não estou com vontade hoje."
Ela olha o menu, não querendo nada. Ela finalmente escolhe uma sopa de moluscos, com a qual ela brincará comendo três ou quatro colheres.
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Há três coisas que todo artigo sobre Mariah Carey mencionará: vamos tirá-las logo do caminho:
1. Aos 18 ela foi descoberta pelo magnata da Sony Music, Tommy Mottola; eles se casaram em 1993 e se separaram quatro anos depois.
2. Em 2001, pouco antes do lançamento do fiasco Glitter, ela sofreu um muito falado colapso físico e mental, falando coisas sem sentido na MTV antes de se internar para rehabilitação.
3. Conhecidamente, ela tem um alcance vocal de cinco-oitavas. (Na verdade, é provavelmente algo mais próximo de quatro e meia, o que já é tecnicamente extraordinário. Às vezes, jornalistas dirão que ela tem um alcance de sete-oitavas, mas isso a tornaria o ponto médio entre uma morcego e Paul Robeson.)
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Hoje à noite, após a entrevista, ela voltará ao estúdio para terminar seu décimo álbum de estúdio.
O que diferencia The Emancipation of Mimi da discografia de Carey é que este incorpora o novo espírito de autenticidade do R&B trazido à tona por cantoras como Alicia Keys. Carey diz que muito do álbum foi gravado ao vivo, o que o torna o som muito mais orgânico e natural do que qualquer coisa que ela fez antes. Ela pôde escolher acordes com o guitarrista ou cantar notas para que os músicos repetissem. "Eles ouvem onde você está indo e te levam para uma direção que você não iria."
A faixa "Say Something", com Snoop Dogg, foi gravada em Los Angeles com os Neptunes. "Eu adoro o Snoop", ela diz. Sempre que se encontram, ele diz a ela o quanto o primeiro single dela "Vision of Love", significou para ele. "Essa é minha música", ele diz. Ele estava na prisão quando a ouviu. Era seu tema atrás das grades preferido.
Ela gosta de repetir a história de Snoop. Ela frisa um ponto que Carey acha importante: No que ela entende, desde o princípio, ela sempre foi uma cantora R&B. Seu verdadeiro lar sempre foi a América urbana.
Em Los Angeles, Snoop, Nelly, Pharrell Williams e ela estiveram todos juntos no estúdio. O que foi uma diferença radical para Carey, que normalmente prefere ficar sozinha na sala quando canta. "Então estávamos todos nós juntos e foi muito divertido. Foi como provavelmente era antigamente - como na época da Motown, entende o que quero dizer?"
Além das sessões em Los Angeles e do estúdio de Jermaine Dupri em Atlanta, muito de Mimi foi gravado na locação preferida de Carey nos anos recentes, a ilha mediterânea de Capri. "Eles me deixam em paz em Capri. O pessoal local me trata como se eu tivesse nascido lá. É sempre: 'Ciao, Maria!'"
Ela passa muito tempo lá agora. Ela fica no estúdio no alto de uma montanha até às seis da manhã, assistindo o sol nascer sobre o mar através das grandes janelas de vidro do estúdio.
Foi onde gravou sua música favorita do álbum, a balada com um tom gospel "Fly Like a Bird" - uma música que parece seu retorno ao potencial vocal de antigamente. É uma canção espiritual que ela imaginou momentos antes de ir dormir à uma da manhã. Ela voltou ao estúdio para gravar uma demo da melodia. Depois ela a gravou apropriadamente, com a vista da janela do estúdio em Capri, inspirada pelo céu mediterrâneo.
Mariah é uma pessoa noturna que geralmente vê as manhãs apenas pelo lado ruim. Ela nunca teve facilidade para dormir. Exaustão foi um dos fatores que contribuíram para seu colapso nervoso em 2001.
"Isso ainda é um problema para mim", ela admite. "Não é tão ruim assim. É uma questão de me manter equilibrada. Mas estou dormindo muito melhor agora porque eu tenho que dormir."
Ela aprendeu a descansar regularmente. Ela relaxa em casa com seu gato Willy D e o cachorro Jack, jogando The Sims no seu Mac ou assistindo filmes como Meninas Malvadas (Mean Girls). Há dias em que ela não fala. Seus amigos ligam, mas ela não atende. Ao invés, ela manda mensagens de texto: "Estou fazendo um descanso vocal". Ela tem consciência de que isso soa ridículo, especialmente quando eles respondem com um tom de deboche: "Essa é boa. Vou fazer um amanhã".
L.A. Reid disse que acha você mais feliz na Disney World numa montanha-russa.
"Ele disse? Bem, ele me perguntou se eu acreditava em Papai Noel."
No que você com certeza acredita.
"Eu acredito."
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A questão é, a Voz e a psique de Carey estão intimamente ligadas. Surpreendemente, a Voz é uma grande parte de quem ela é. "Sinto como se esse sempre tivesse sido meu segredo, minha voz. Desde que eu era pequena."
Como todas as melhores estrelas, Carey teve uma infância infeliz. Ela é filha de uma cantora de ópera irlando-americana e uma engenheiro aeronáutico venezuelano/afro-americano.
Há uma foto dela com 3 anos. Ela às vezes olha para a foto e reconhece os olhos da criança, mas para ela existe algo muito triste neles. É como se, ela diz, "eles tivessem visto o horror". A foto deve ter sido tirada na época em que seus pais se separam, com muita amargura e ressentimento. Desde então, a mãe de Carey, Patricia, a criou. Ela morava com seu irmão Morgan, que tinha nove anos e sua irmã Alison, 10 anos. Enquanto criança, Morgan foi diagnosticado com paralisia cerebral. Sua irmã Alison ficou grávida aos 15 anos, involveu-se com drogas, prostituição e contraiu HIV.
Carey diz que viu "muitas coisas em casa". Com sua mãe tendo que trabalhar muitas horas para sustentá-los, os irmãos mais velhos ficavam com a responsabilidade, mas Carey frequentemente ficava sozinha quando eles sumiam. O rádio era sua compania.
"Talvez eu tenha crescido rápido demais. Acho que cresci. Talvez por causa disso, eu me agarrei nessa bela qualidade de infância."
Ela cresceu insegura, sem ter certeza de quem ela era. "Por ser birracial, não ser bonita... tive uma infância difícil em vários sentidos", ela diz, "não gosto de dizer isso, porque soa como 'pobre de mim', mas a música me salvou".
De fato, ela se lembra exatamente do momento em que a Voz se tornou uma parte importante de quem ela era e - ainda mais importante - de quem ela iria ser. Ela estava na primeira ou segunda série e andava pela rua com sua amiga Maureen, cantando uma música do South Pacific - elas iriam cantá-la na escola. Mariah nem tinha notado que Maureen havia parado de cantar com ela até que ela disse para Mariah: "Quando você canta é como se houvesse música tocando junto com a sua voz".
Este foi um dos primeiros momentos em que ela começou a se sentir confiante consigo mesma. A partir de então, ela se convenceu de que a Voz a transformaria numa estrela e a tiraria daquilo tudo.
Ela começou a ouvir os discos de Stevie Wonder e Gladys Knight do seu irmão, perguntando-se como Minnie Ripperton conseguia alcançar aquelas notas altas. "Isso", ela disse a si mesma, "irá me levar aonde eu preciso ir".
Até mesmo mais tarde, no segundo grau, quando nem mesmo contava a seus amigos da escola sobre isso ou propositalmente cantava terrivelmente mal para esconder seu talento, ela sabia, "Eu sou tão boa quanto qualquer um. Porque tenho esse segredo. Esse dom. Essa coisa que sei que eles não podem fazer. Esperem para ver".
Sem que fosse pedido, um garçom traz alguns sushis. "Que gentil! Obrigada."
O sushi permanece na mesa por um tempo.
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Porque ela foi criada por sua mãe, a cantora de ópera, todos assumem que é daí que a Voz vem.
Mariah te lembrará que seu pai negro cresceu numa igreja Pentecostal. De fato, os pais dela se casaram na igreja Pentecostal Mount Sinal na 137th Street do Harlem com a Lenox Avenue. Sua mãe deve ter entrado com o material genético, mas o gospel corria no sangue de Carey também.
Então, como ela cresceu ouvindo a estação nova-iorquina R&B WBLS quando ficava sozinha em casa, tudo fez sentido para ela. Na verdade, por crescer com uma mãe branca num bairro negro, a Voz uma forma para ela redescobrir sua parte negra.
Setenta e cinco por cento das participantes femininas do American Idol (o Fama dos EUA) tentam imitar o estilo vocal dela. Você tem consciência de que você criou muitas cantoras terríveis?
Ela ri. "Desculpe-me por isso", ela se desculpa. "Mas eu nem assisto esses programas."
Esse ano fazem 15 anos que você entrou nos rankings da música. Há uma nova geração de cantoras aí fora – Hilary Duff, Lindsay Lohan (uma das contratadas do seu ex-marido Tommy Mottola). Você se pergunta onde você se encaixa?
"Eu nunca me vi como uma artista Top 40 - embora as outras pessoas me vissem."
Seu ex-marido, por exemplo?
Ela ri por um instante, mas ignora a isca. "Eu era uma cantora R&B no início e fãs do R&B são menos suscetíveis a modas. Quando eles gostam de você, você tem uma base de fãs. No Pop, a coisa é diferente."
Então que conselho você daria a essa nova geração?
"Não acho que elas precisem de conselhos. Elas começaram de uma forma diferente da minha - e uma forma que é muito estranha para mim. Eu tive que lutar muito. Tive uma infância difícil. A música era o meu conforto. Se você ama uma coisa, faça-a. Senão, deixe pra lá."
É melhor comermos esse sushi. O chef ficará bravo se não comermos.
"É", ela concorda. Ela pega um pedacinho de peixe, molha na pimenta e come.
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No último novembro, ela acordou após dormir 15 horas, cansada de trabalhar até tarde em Atlanta. Quando ela olhou seu pager, viu todas as mensagens. Uma era do empresário da música, Damon Dash. "Sinto muito em te dizer que ODB faleceu."
Ol' Dirty Bastard representou um ponto de virada crucial em sua carreira. Em 1995 ela estava se livrando da visão que Tommy Mottola tinha dela, descobrindo quem ela poderia ser por si mesma. Foi Carey quem insistiu que ele lançasse um remix de Sean Combs de "Fantasy" com a participação de Dirty, do grupo da moda em New York na época, o Wu-Tang Clan. Na época, apenas pouco do público dela havia ouvido falar neles, esqueça ODB.
De uma vez por todas, a música sedimentou a ligação de Carey com a comunidade Hip-Hop. Ela ainda permanece como um dos melhores trabalhos do catálogo de Carey. Hoje em dia, como Carey admite, o remix se sobrepôs a versão original. "O clássico agora é a versão urbana. É uma das minhas gravações favoritas."
Ela adorava ODB - a forma como ele insistiu em usar uma peruca no vídeo de "Fantasy". Ele, também, era inocente de certa forma. "Ele se dedicava e estava sempre presente. Ele adorava fazer o que fazia. Até mesmo quando ele brincava, levava as coisa a sério."
Ela se encontrou com Dirty quando ele saiu da prisão em 2003. Ela sente que ele nunca deveria ter sido mandado para lá.
"Acho que isso contribuiu para o que quer que seja que o derrubou", ela diz com tristeza. "Foi difícil, porque senti que algumas pessoas passam por problemas tão profundos que as levam a fazer coisas que são prejudiciais para sua saúde. Uma coisa leva a outra e acaba matando-as."
Um garçom vem à mesa em sugere uma taça de vinho. Carey hesita e recusa. "Se eu tomar uma taça, ficarei acordada a noite inteira. Talvez eu deva tomar algo como suco de laranja ou de cranberry. Quantas calorias tem?"
O garçom não sabe como responder.
Carey olha em volta. Numa mesa ao lado estão bebendo algo cor-de-rosa. "Aquele parece bom."
O garçom diz a ela que são martinis com morango. Carey fica desanimada. No final ela pede um suco de fruta e água tônica. Em um copo pequeno. Com um canudo.
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O maior e mais conhecido fracasso na carreira platinada de Mariah Carey foi o filme Glitter - O Brilho de uma Estrela (Glitter). Aconteceu bem na época em que todos estavam felizes em ver a grande Mariah - artista feminina de maior vendagem dos anos 90 - falhar.
Ela desistiu de tentar defender o filme. "Estava", ela agora admite, "em todos os lugares. Sabe quando tudo acontece de uma só vez? Mas não importa, porque me tornou mais forte."
A escala do fracasso multimilhonário do filme ofuscou totalmente o fato de que sua performance no thriller independente do ano seguinte, Testemunhas Contra a Máfia (Wisegirls), foi, na verdade, bem impressiontante. Ela faz uma espirituosa garçonete que trabalha em um restaurante italiano cujo dono está envolvido com a máfia. O filme garantiu a ela uma ovação de pé no festival de cinema de Sundance, mas ela deixou sua carreira no cinema de lado no ano passado para trabalhar em The Emancipation of Mimi.
A outra conseqüência desse fracasso foi que quando o álbum e trilha sonora do filme, Glitter, falhou ao alcançar os recordes de vendas anteriores de Carey, vendendo meros 2 milhões, a gravadora, Virgin, rescindiu o contrato dela por 28 milhões de dólares.
Rumor No. 1: Você torrou todo aquele dinheiro que recebeu da Virgin/EMI.
"No quê?" Ela diz rindo.
Você ainda não tem um iate em Capri?
"Não. Sou uma pessoa muito prática. Sou muito conservadora. Esse tipo de coisa me faz rir. É muito louco."
Mas as pessoas esperam isso de você.
"Sim. E não estou dizendo que não compro diamantes. Comprei uma pulseira nova ontem", ela diz mostrando as pedras
de tamanho considerável que adornam seu pulso direito. "Mas eu nem mesmo costumo comprar alguma coisa antes de saber que" - ela balança as pedras - "é um investimento. Poderia estar num banco, mas está em mim. Eu não comprei uma frota de carros. Não sei nada sobre carros."
Então, rumor No. 2: Você não comprou uma Mercedes Maybach de 318.000 dólares outro dia?
"Não! Eu tenho uma Mercedes, mas morando em New York eu não me importo com o carro em que chego. Para mim é só um lugar para colocar minha bolsa."
Nada típico de uma diva.
"Eu sei. Mas vou fingir para benefício deste artigo."
Mas ela compra sapatos, é claro. Muitos para uma só pessoa usar. Mas ela diz que isso é por causa dos invernos de New York que ela passou usando os sapatos de tamanho menor de sua mãe e jurando que um dia ela teria um cômodo inteiro só de sapatos. O que ela tem agora.
Rumor No. 3: Você está saindo com um empregado seu de 28 anos de idade (que por um acaso está sentado a duas mesas de nós com o empresário dela).
Carey se cala por um segundo. Há uma pontinha de irritação. "Oh. Honestamente! Nesse estágio da minha vida, eu nem mesmo me preocupo com esse tipo de coisa. Não estou presa em nenhum relacionamento." Pausa. Em seguida, apenas no caso de você estar fazendo a idéia errada, "não tenho encontros casuais também".
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Benny Medina, o empresário dela mencionado anteriormente, vem até a mesa para checar se ela está bem. Ele a vê comendo quase nada e sugere que seria uma boa idéia se ela comesse um pouco antes de voltar ao estúdio. Será um longa noite.
Ela diz a ele que quer comer, mas não quer pedir na frente do repórter da Blender porque ela não quer que saibamos o que ela pede. Você faz coisas assim quando é Mariah Carey.
Carey gosta de bancar a inocente. É claro que você imagina o quão inocente pode ser alguém que lutou tanto para chegar onde queria, ter ganho milhões de dólares, que claramente ter uma cabeça cautelosa para negócios e que permaneceu no topo da sua vida por uma década e meia. Não tão inocente assim.
Mas ela está claramente apaixonada pela idéia de inocência. O que não é uma surpresa. É uma compensação por ter amadurecido tão jovem, primeiro com sua família e depois novamente quando ela era uma adolescente e começou a namorar um homem 20 anos mais velho. Ela cantou sobre essa menina crescendo, tentando se agarrar a sua inocência, em músicas como "Petals" ou "Close My Eyes".
Mas, curiosamente, ouvindo o novo álbum, está claro que não nada sobre sua infância nele - exceto pelo título em si, The Emancipation of Mimi (A Emancipação de Mimi). "Mimi" era um apelido de infância dado por seus amigos e família. E é por isso que é uma emancipação. Ela não sente necessidade de escrever essas canções agora. Essa é a Mariah feliz. "Foi realmente algo tipo 'deixem-me eu me divertir um pouco'." É como se ela percebesse que está livre agora. "Não estou dizendo nada negativo sobre ninguém do passado. Não estou lidando com uma estrutura opressiva. Tudo está OK. Estou fazendo um disco. Isso é divertido. E isso", ela diz orgulhosa, "é a razão pela qual eu comecei a cantar."
Os garçons começam a chegar com travessas suculentas de comida, comprimentos do chef. Ela os agradece muito.
E depois sai, a comida fica intocada.
Blender - jan 05